quinta-feira, 11 de novembro de 2010

só um comentariozinho....

                                      Comentário sobre o conto “Amor”, de Clarice Lispector
Enfocando a temática feminina e na intenção de pensarmos mais profundamente nos vários papéis que a mulher exerce, e como exerce, em sua natureza multifacetada, a Suely está postando uma trilogia de Clarice Lispector.

Nesse post, temos o conto Amor.
E eu... eu me descabelo! rsrsrs... Por quê? Porque os textos de Clarice são tão absurdamente ricos, e já falam tanto, que me parecem prescindir de comentário. É ler, se deixar tocar, se emocionar, e pronto. Pra que mais? Por instantes me deixo dominar por uma sensação de inutilidade total...

Mas aí há o paradoxo: não é preciso escrever mais nada, mas se quiser fazê-lo, cada conto poderia render um livro. Ainda mais que cada situação que ela coloca, cada sentimento que descreve, me reportam aos estudos de Clarissa, de Mulheres que Correm com os Lobos. As ligações são diretas, é inevitável.
Me ocorre que se as personagens de Clarice tivessem a oportunidade de ler os estudos de Clarissa, suas angústias seriam tão menores...

Opto por não escrever o livro, que, afinal, não caberia no blog, rsrsrs... e por comentar aquilo que, de pronto, mais me toca. Mas, faço isso na esperança de que nossos leitores se envolvam e aceitem nosso post e meu comentário como provocação para que se manifestem. Como aconteceu no post anterior, A Fuga, em que recebemos comentários riquíssimos, que agregaram imenso valor ao trabalho. Queremos agradecer demais pela participação dos que se envolveram.

Antes de partir para o comentário em si, quero dizer que estamos falando sobre situações femininas, mas não estamos falando só para mulheres, nem só de mulheres. Qualquer homem que vier a ler esse conto e este comentário poderá se enxergar em alguns momentos da vida. Todo homem também tem o feminino dentro de si. E questões da alma sempre me parecem acima das questões de gênero. Basta ler com os olhos da emoção.
               

                                          Vamos lá!                                             
Li, e reli, e reli, e o que mais grita, para mim, em Ana, a personagem do conto, é o medo da exuberância da vida.
Quando jovens, e nos descobrindo, muitas vezes nos assustamos ao perceber essa exuberância. Há tanto para ser vivido, tanto para se aprender, tanto a se fazer, tanta gente pra se conhecer, tanto prazer pra se sentir, que não raro nos percebemos nessa exaltação perturbada, nessa felicidade insuportável... O que fazer de nós mesmos?


Não sei exatamente que mecanismos externos ou internos nos fazem temer uma vida vivida em sua plenitude. Pais rígidos ou castradores, o envolvimento em alguma religião limitadora, escolas que funcionam mais como quartéis do que como estímulos para nosso crescimento, amigos preconceituosos, experiências que nos traumatizam por um ou outro motivo... regras que não nos servem, mas que somos treinados a obedecer desde o berço...
Não sei. Sei que nascemos livres e há um enorme empenho do meio para que acreditemos que, se vivermos nossa liberdade, nos perderemos em algum ponto do caminho.

Assim, Ana se refugia numa vida regrada. Que lhe parece configurar uma vida de adulto.
Um lar e a responsabilidade real de cuidar do marido e dos filhos parece dar sentido à vida. Disciplina, rotina, dedicação constantes a colocam no prumo.
Amar, casar, ter filhos e dedicar-se profundamente a eles faz parte da natureza feminina. Seguir algumas regras que nos servem, ter rotina e disciplina podem ser atitudes extremamente saudáveis. Viver isso tudo
nos faz crescer, florescer, amadurecer.

Mas fazer do casamento, da criação de filhos, e da obediência a regras e disciplinas rígidas um escudo para se proteger da riqueza do mundo e da vida acaba, inevitavelmente, em crise.
Cria-se um mundo ideal, redondinho como uma linda gema de um ovo saudável. Bonita, brilhante, encapsulada numa película protetora que, às vezes, nos ilude simulando enorme resistência.
Enquanto todos precisam dela e aquela hora perigosa não chega, Ana se sente segura. Mas quando as árvores que plantou começam a rir dela, há inquietação no ar.Embora queira adiar a crise, insistindo em cuidar da família à sua revelia, algo inusitado abre um portal que leva à sua alma, e a gema se quebra. Escorre, gosmenta, suja tudo, provoca confusão e constrangimento.
Quando vivemos em função do meio e viramos as costas para nós mesmos, um sentimento inusitado às vezes faz isso. Abre as portas para nossa alma. São as situações iluminadoras. Uma lembrança de infância, um som, um cheiro... e de repente nos deparamos com nós mesmos. Ana viu um cego mascando chicles, e o rompante de amor que sentiu a iluminou e a colocou em contato direto com sua alma. E o que viu?
Em Mulheres que Correm com os Lobos, Clarissa Pinkola Estés faz uma linda comparação entre o deserto e algumas mulheres. Ela diz que embora o deserto seja árido na superfície, sob ela há uma vida riquíssima, prestes a explodir a um menor sinal de água. Toda mulher tem, dentro de si, sua versão primeva, que se mantém íntegra independentemente do quanto tenha sido maltratada pelo meio externo.
Ana viu sua versão primeva, seu subterrâneo fértil. Que susto!
O contato com o divino nela parece ter provocado uma ruptura com as leis externas que até então pareciam norteá-la. E o que vem a seguir é semelhante a uma crise de labirintite, tal a intensidade do sentimento. Ana se assusta, fica tonta, e acaba por mergulhar no Jardim Botânico, um espaço de absurda riqueza, fertilidade, exuberância, que a faz perceber o quanto a vida asséptica pela qual optara era limitadora. E, a partir daí, um mundo de sensações a faz sentir-se invadida pela pior vontade de viver.

E, por que pior vontade de viver? A impressão que tenho é a de que Ana está tão afastada de seus anseios mais íntimos que o contato com tudo que é selvagem em si mesma a aterroriza e lhe parece negativo e sujo. Sente fascínio, nojo, medo, tudo tão intensamente que se apavora.
Volta pra casa, abraça o filho e sente medo de esquecê-lo, tão possuída está pela sede de viver.

A cena de Ana abraçando o filho e pedindo-lhe que não a deixe esquecê-lo me reportou aos meus próprios temores, quando, depois de longos períodos de amamentação e dedicação exclusiva aos meus filhos, em que me sentia a mulher mais feliz do mundo, começava a perceber a vida lá fora piscando pra mim. Creio que quase todas as mães passem por isso. Uma imensa vontade de voltar a viver algo que não só a maternidade, mas uma imensa culpa, por imaginarmos que deveríamos ser só mães, e nos sentirmos plenamente felizes com isso. De onde tiramos isso???

O contato com sua alma a rejuvenescera.

Ana, temerosa, talvez queira voltar ao conforto da segurança forjada em detrimento da felicidade: pede ao filho que não a deixe esquecê-lo, e permite que o marido a afaste novamente do perigo de viver.

Afinal, por que tememos a liberdade, e por que consideramos que viver plenamente pode ser perigoso?

Vejo como vida de adulto não aquela em que estabelecemos regras para nos obrigarmos a cumpri-las, e não sairmos da linha, mas aquela em que não tememos usar a liberdade a nosso favor, para crescermos continuamente, experimentando o novo e conscientes de que podemos sobreviver a tudo.

Uma das coisas mais bonitas que escutei nos últimos tempos veio de um amigo, que tem me ensinado muito. Dizendo-lhe da imensidão de sentimentos que me acomete às vezes, e confessando-lhe não saber o que fazer com isso, ele me respondeu que não me assustasse, que apenas precisava apertar uns parafusos na minha cabeça... rsrsrs...
Tamanha demonstração de aceitação vindo da parte dele me ajudou a aceitar meus próprios sentimentos. E é a partir da auto-aceitação que nos reorganizamos e partimos pra vida, sem medo de ser feliz. Mas, para que nos aceitemos, é preciso que estejamos em contato permanente com nossa alma, e consigamos manter com ela saudáveis diálogos esclarecedores.
Ana Lúcia Sorrentino

domingo, 7 de novembro de 2010

o tirano doméstico...




Por Stella Florence*

Não são apenas os políticos e executivos que se digladiam pelo poder mundo afora; há uma espécie de homem, infelizmente muito comum, que açoita as mulheres na intimidade do lar. Eu estou falando dos tiranos domésticos.

A sede de poder do tirano doméstico é imensa e, por não ter como saciar essa sede fora de casa, por lhe faltar comandados, cargos importantes, honrarias, ele centraliza seus desmandos na única pessoa que o acompanha na jornada: sua mulher.
Essa mulher arruma as roupas dele com carinho, prepara a comida que ele deseja, o coloca como prioridade em sua vida, se doa incondicionalmente, mas nunca nada do que ela faça é o bastante.
O tirano doméstico precisa beber o sangue do medo e da humilhação todos os dias, ele precisa acuar, precisa dar broncas e para fazer isso alguém tem de errar. E se ninguém erra? Os erros então serão criados pela cabeça dele.

É aí que encontramos essa mulher sentada na cama em total abandono, com lágrimas abrindo veios na pele seca por onde muitas outras irão escorrer. É aí que ela se vê sob a mira de acusações quanto ao tempero da carne, a conta de telefone ou qualquer outro assunto que será deturpado por ele, sempre, com o objetivo de diminuí-la.
Esse homem até diz amar sua mulher, mas o tirano doméstico ama apenas uma coisa: o poder. Uma vez tendo feito com que ela caia nas suas garras, ele passa a ameaçá-la. A todo momento, ele acena com a possibilidade de abandoná-la (abandono, o maior receio feminino) e essa mulher, apavorada, cede a tudo, inclusive ao que nem é culpa dela. Quanto mais ela cede, porém, mais vê que a sede de poder do tirano doméstico é insaciável.

Dizem os especialistas da mente que esse tipo de homem tem raiva da mulher com quem se casa, que ele vê nela uma pessoa superior e que, não suportando o sentimento de inferioridade, faz de tudo para diminuí-la, para submetê-la, para subjugá-la. Ele tenta arrastar essa mulher para o mesquinho ambiente mental em que ele vive e, infelizmente, consegue. Já vi mulheres inteligentes, bonitas, competentes, criativas que se enredaram de tal maneira nas garras do seu tirano doméstico que hoje não acreditam mais nas suas próprias potencialidades e se arrastam pela vida como esquilinhos assustados.
Há solução? Só uma: se afastar desse tipo de homem. Às vezes não é possível um afastamento físico, mas um psíquico e espiritual é. Essa mulher pode partilhar o mesmo teto e respirar uma atmosfera interna totalmente livre e desconectada dele. Não é fácil, não é o ideal, mas às vezes é tudo o que se pode fazer.

cuide-se


De nome complexo, o desejo sexual hipoativo é a disfunção sexual mais conhecida entre as brasileiras. Uma em cada dez mulheres sofrem com essa diminuição ou ausência de interesse sexual, que se caracteriza por ser persistente por mais de 6 meses. De acordo com o sexólogo Gerson Lopes, os motivos que levam à redução do desejo são muitos. "No consultório, eu já vi até 21 causas psicológicas diferentes. Entre as mais comuns estão problemas de competitividade entre os pares, indiferença e descoberta de infidelidade", cita.

Apesar do que se acredita, a menopausa não é um gatilho para o DSH. "A queda na libido, assim como sudorese e calores, causados por uma deficiência hormonal, são sintomas de menopausa, mas não é o caso", completa o especialista. Outras situações de queda de desejo que podem ser confundidas com DSH são o baixo nível de estrógeno e o hipotireoidismo. Pesquisas recentes mostram ainda que o desequilíbrio de neurotransmissores, como a dopamina, a noradrenalina e serotonina, pode causar um aumento de substâncias inibitórias ou uma diminuição de substâncias excitatórias, resultando na diminuição do desejo.

A psiquiatra e professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) Carmita Abdo explica que há dois tipos de DSH: primário e secundário. Na primeira opção, segundo a médica, "identifica-se que, desde o início da vida sexual, a mulher nunca teve o desejo considerado satisfatório". Em outros casos, a mulher tinha sua sexualidade saudável e algo mudou essa condição. "Elas não conseguem perceber o momento em que desenvolveram essa perda da libido. A maioria tenta argumentar em razão da rotina e cansaço. Porém, essa situação atinge cerca de 10% das mulheres, as outras também tem um dia a dia agitado, mas nem por isso perdem o interesse sexual. Por isso, não considero esses motivos convincentes", ressalta.

E agora?

Procurar ajuda profissional é a melhor solução. Para o sexólogo, cada vez mais mulheres buscam orientações ao perceberem que têm algum problema. "Elas não só conversam com o médico sobre as dificuldades como também sobre os problemas dos parceiros", acrescenta Gerson. Mas essa é uma atitude muito recente. As gerações anteriores simplesmente ignoravam o problema - e por consequência tinham uma vida sexual insatisfatória. A psiquiatra Carmita exemplifica essa situação falando sobre o Projeto Sexualidade do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas(SP), do qual ela é fundadora e coordenadora:

"No início dos anos 1990, no grupo de estudos sobre sexualidade, a procura de pacientes era de sete homens para cada mulher. Hoje é de dois homens para cada mulher, e essa diferença não acontece por que a procura masculina diminuiu, mas por que a feminina aumentou. Elas entendiam o sexo como reprodução, apenas. Hoje estão mais interessadas no seu prazer."

Cuide-se

Diagnosticado o problema, é hora de combatê-lo. O tratamento é feito com psicoterapia, cujos resultados não são imediatos, e às vezes pode ser complementada com o uso de antidepressivos dopaminérgicos, que, ao contrário dos outros medicamentos da categoria, não diminuem o desejo. Existe também a terapia sexual, que é focada no desempenho. Durante as sessões, que ocorrem durante 4 ou 5 meses em média, são levantados os elementos que estariam causando a dificuldade no interesse sexual, como bloqueios e limitações. "É uma reestruturação da sexualidade feita de forma bastante incisiva e direta.

Às vezes, o problema está em mitos, preconceitos e tabus em relação ao sexo que a mulher tem e, uma vez superados, rapidamente começa a ser mostrada outra disponibilidade em relação ao sexo", ensina Carmita.

aprenda a dizer NÃOOOOOO

As mulheres são educadas para serem boazinhas. Deixamos de lado a insatisfação, engolimos em seco a indignação, calamos o desejo, deixamos para depois nossas necessidades, tudo por acreditarmos que o que mais importa é a aprovação do outro. Um primeiro erro está em acreditar que a aprovação é pagamento garantido por todos os nossos sacrifícios. Na maioria das vezes, nem se é reconhecida, não é verdade? Aí vira um ciclo vicioso, fica-se cada vez mais boazinha para receber esse olhar do outro que não chega. Outro erro é o de apostar que uma aprovação que se baseia na negação de quem somos é uma verdadeira aprovação à nossa pessoa. O outro no máximo está aprovando a nossa máscara, já que não demonstramos o que de fato sentimos e pensamos a respeito das situações que vivemos.

Não é simples se libertar de um processo tão complexo de aprendizado de anos e anos de trajetória de vida. Dá um frio na barriga dizer "não", o medo da rejeição parece engolir você por inteiro e a sensação de culpa pode ser enorme. Criamos fantasias sobre a realidade que acreditamos verdadeiras, temos imagens de qual será a reação do outro diante da negação e o quão desastroso isso será... E aí, fica difícil dar o primeiro passo. Mas e se pudermos olhar a questão sob outro ângulo?

Deixe o novo fluir


Desafiar nossos velhos padrões pode ser difícil de início, mas é um exercício muito compensador. A cada novo passo nos fortalecemos e geramos um ciclo virtuoso (e não vicioso), onde cada pequena vitória nos dá mais ânimo para o passo seguinte. Experimente dizer não às pequenas coisas que lhe desgastam. Diga não à programação que não lhe agrada, abandone o sapato que lhe machuca, deixe de lado a vergonha e procure aquela atividade que você gostaria de iniciar, diga não ao pensamento de inferioridade.

É preciso tornar-se consciente de si mesma para conseguir escolher a que se deve dizer sim ou não. Autoconhecimento é essencial. Além disso, é preciso assumir que a vida é feita de perdas e ganhos, nunca agradaremos a todos os envolvidos de qualquer forma. Para manter um "não", você necessitará de firmeza e tal firmeza vem da autoestima e do vigor de se sentir merecedora. Resgate seu poder pessoal!

Um "não" pode significar uma abertura para outra perspectiva de vida, para uma autenticidade nas relações. Não estamos aqui incentivando ao "não" puro e simples, só para afrontar ou algo assim. Estamos, sim, incentivando você a analisar mais profundamente o que deseja para sua vida.   Juliana Gomes  

Contempla ao Senhor, mulher...

Mulher, o Senhor nos escolheu igualmente, qdo clamar....Ele vem pra te salvar!
http://www.youtube.com/watch?v=UJUZf01M0xw&feature=related

Chamam-me: Carvalho de Justiça.

Mulher, creia, nada mais importa que sejamos, senão,
                     "carvalho de Justiça"

http://www.youtube.com/watch?v=1JMi6dN-oL4&feature=related

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

CONSUMO LÚDICO....

DEIXEM-NAS SEREM APENAS CRIANÇAS.
http://www.youtube.com/watch?v=rW-ii0Qh9JQ

UMA CRIANÇA CANADENSE... CALEI-ME

O MUNDO UM DIA SE CALOU DIANTE DESTA CRIANÇA....
PENA UE SÓ O SILENCIO FEZ ECO, NADA MUDOU ATÉ AGORA.
http://www.youtube.com/watch?v=1l6dow96AU4&feature=fvw

Mulher pergunte....abra seu coração.

                                      + Freqüentes

Meu companheiro não é violento pois nunca me bateu, porém, ele não me deixa fazer nada, não me deixa trabalhar e nem ter amigas. Além disso, vive falando que eu não sirvo pra nada além de cuidar da casa. Isso é caracterizado como violência?

A situação de violência, não está apenas nas agressões físicas ou sexuais, mas também em outros tipos de violência que são praticados sem o uso da força, como a violência moral e patrimonial. A violência se encontra em toda relação em que uma pessoa, por meio de seu poder, mantem o controle sobre a outra, seja através de xingamentos, chantagens, proibições e ameaças.

Gosto muito do meu marido, mas tem vezes que ele me espanca e fico cheia de hematomas. Não quero me separar e nem sair de casa. O que devo fazer para denunciar meu marido para que ele não volte mais a me bater?

Sempre que você for vítima de qualquer espécie de agressão ou ameaça, você deve procurar uma Delegacia de Defesa da Mulher ou uma Delegacia de Polícia para que seja registrado um boletim de ocorrência. Você não é obrigada a registrar ocorrência, mas tem o direito de informar-se.
Caso queira processar o agressor, é necessário que se manifeste expressamente a vontade de denunciá-lo contra o crime de agressão e sendo assim, haverá uma abertura de processo contra o agressor. Se houver agressão física, é necessário que se faça o exame de corpo de delito imediatamente após as agressões e/ou que se tenha alguma testemunha de que de fato ocorreram as agressões.

Toda vez que brigo com meu marido e falo que vou denunciá-lo ou sair de casa ele ameaça tirar a guarda de meus filhos. O que devo fazer nesta situação?

A guarda dos filhos menores será dada ao pai ou a mãe que tiver condições adequadas para cria-los. O direito de visita e a pensão alimentícia são coisas diferentes. O pai e a mãe tem o dever de sustentar os filhos, bem como direito e dever de conviver com eles. Este direito de convívio com os filhos é do pai com a criança, e esta previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente, e por isso a mãe não pode proibir o pai de visitar seus filhos a não ser que este cometa algum crime contra a criança. Já a pensão é obrigatoriedade do pai ou mãe que não tem a guarda da criança. O valor da pensão será estipulado pelo juiz.

Mulher, abra a sua boca!!

                                          

Alguns tipos de violência
Violência física –  Qualquer agressão que se dê sobre o corpo da mulher. Esta violência se dá por meio de empurrões, beliscões, queimaduras, mordidas, chutes, socos ou, ainda, pelo uso de armas brancas como facas, estiletes, móveis, etc. ou armas de fogo.
Violência sexual
–   Qualquer ato onde a vítima é obrigada, por meio de força, coerção ou ameaça, a praticar atos sexuais degradantes ou que não deseja. Este tipo de violência também pode ser perpretada pelo próprio marido ou companheiro da vítima.
Violência psicológica e moral
–   Este tipo de violência se dá no abalo da auto-estima da mulher, por meio de palavras ofensivas, desqualificação, difamação, proibições de estudar, trabalhar, se expressar, manter uma vida social ativa com familiares e amigas (os), etc.
Violência patrimonial
–   Qualquer ato que tem por objetivo dificultar o acesso da vítima à autonomia feminina, utilizando como meio a retenção, perda, dano ou destruição de bem e valores da mulher vitimizada.
Violência intrafamiliar / doméstica
-   É perpetrada no lar ou na unidade doméstica, geralmente por um membro da família que viva com a vítima, podendo ser esta um homem ou mulher, criança ou adolescente ou adulto.
Violência conjugal
-   É a que se dá entre cônjuges, companheiros, podendo incluir outras relações interpessoais (ex: noivos, namorados).
Violência institucional
–   Qualquer ato constrangedor, fala inapropriada ou omissão de atendimento realizado por agentes de órgãos públicos prestadores de serviços que deveriam proteger as vítimas dos outros tipos de violência e reparar as conseqüências por eles causadas.

O EVANGELHO MUDA TUDO.


                                                       
"O foco do Evangelho não é na incapacidade da humanidade, mas na glória de Deus"
O Evangelho é o poder de Deus para a salvação, e, infelizmente, muitas igrejas tem vergonha de proclamá-lo (Romanos 1.16). Como resultado, talvez não experimentemos os frutos da transformação em nossas igrejas que normalmente é associada ao evangelho (Colossenses 1.4-6; 2 Pedro 1.3-9). A transformação pelo Evangelho normalmente é encontrada na companhia da proclamação do Evangelho.

O Evangelho pode (cuidadosamente) ser resumido da seguinte maneira: Deus enviou seu Filho, Jesus Cristo, para viver nossa vida, morrer nossa morte e ressuscitar triunfante para reunir, pelo Espírito Santo, pecadores perdoados em uma nova vida como o povo de seu Reino, debaixo de seu gracioso reinado.

O foco do Evangelho não é na incapacidade da humanidade (incluindo a transformação), mas na glória de Deus. Eu sou transformado quando vivo de acordo com o Evangelho (Gálatas 2.14) – evitando tanto o legalismo como a libertinagem – e buscando a alegria encontrada ao render completamente a minha vida desregrada em troca de expressar graciosamente a vida justa de Cristo em cada aspecto da minha caminhada como cristão (Gálatas 2.20).

O Evangelho é o que nos endireita perante Deus (justificação) e também é o que nos liberta para nos deleitarmos nele (santificação). O Evangelho muda tudo!

É possível resumir simplesmente na não tão simples frase de J. I. Packer: “Deus salva pecadores”

“Deus – Jeová Triúno, Pai, Filho e Espítiro; três Pessoas trabalhando juntos em sabedoria soberana, poder e amor proporcionam a salvação de um povo escolhido, o Pai elegendo, o Filho cumprindo a vontade do pai ao redimir, o Espírito realizando o propósito do Pai e do Filho ao transformar.”

“Salva – realiza tudo, do começo ao fim, que está envolvido no processo de trazer o homem da morte no pecado para a vida em glória: planeja, proporciona e comunica a redenção, convoca e preserva, justifica, santifica e glorifica. Pecadores não salvam a si mesmos de forma alguma. A salvação, do começo ao fim, completa e totalmente, no passado, no presente e no futuro, é do Senhor, glorificado para sempre – amém.”

“Pecadores – Quando nascemos, estamos mortos, condenados, depravados, corruptos, perversos, pecadores e completamente incapacitados de salvar ou mesmo levanter um dedo sequer para alcançar a salvação (Romanos 2-3; 6.23). O pobre pecador nem mesmo sabe que está morto. A lei de Deus mostra a extensão de nossa perversidade (Gálatas 3.24).”

A graça de Deus é extendida a nós, não porque mereçamos, mas apesar de não merecermos (Romanos 5.8). Nossas obras, mesmo quando tentamos fazer boas obras, não são adequadas para contribuir para nossa salvação ou santificação. Uma vez que o Espírito regenera nossas almas perdidas, nós recebemos pela fé a obra completa de Cristo, que proporciona nossa justificação – uma declaração da justiça dele em nós. Conforme sua graça continua trabalhando em nossas vidas, o Evangelho frutifica em cada aspecto de nossas vidas (Colossenses 1.6; 2 Pedro 1-3-9).

Fonte: Iprodigo

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

eita...um mundo sem nós...xiiiii

um mundo sem MULHERES

 Arnaldo Jabour


O cara faz um esforço desgraçado para ficar rico pra quê?

O sujeito quer ficar famoso pra quê?

O indivíduo malha, faz exercícios pra quê?

A verdade é que é a mulher o objetivo do homem.

Tudo que eu quis dizer é que o homem vive em função da mulher.

Vivem e pensam em mulher o dia inteiro, a vida inteira.

Se a mulher não existisse, o mundo não teria ido pra frente.

Homem algum iria fazer alguma coisa na vida para impressionar outro homem, para conquistar sujeito igual a ele, de bigode e tudo.

Um mundo só de homens seria o grande erro da criação.

Já dizia a velha frase que 'atrás de todo homem bem-sucedido existe uma grande mulher'.

O dito está envelhecido. Hoje eu diria que 'na frente de todo homem bem-sucedido existe uma grande mulher'.

É você, mulher, quem impulsiona o mundo.

É você quem tem o poder, e não o homem.

É você quem decide a compra do apartamento, a cor do carro, o filme a ser visto, o local das férias.

Bendita a hora em que você saiu da cozinha e, bem-sucedida, ficou na frente de todos os homens.

E, se você que está lendo isto aqui for um homem, tente imaginar a sua vida sem nenhuma mulher.

Aí na sua casa, onde você trabalha, na rua. Só homens.

Já pensou?

Um casamento sem noiva?

Um mundo sem sogras?

Enfim, um mundo sem metas.

ALGUNS MOTIVOS PELOS QUAIS OS HOMENS GOSTAM TANTO DE MULHERES:


1- O cheirinho delas é sempre gostoso, mesmo que seja só xampu.


2- O jeitinho que elas têm de sempre encontrar o lugarzinho certo em nosso ombro, nosso peito.


3- A facilidade com a qual cabem em nossos braços.


4- O jeito que tem de nos beijar e, de repente, fazer o mundo ficar perfeito.


5- Como são encantadoras quando comem.

6- Elas levam horas para se vestir, mas no final vale a pena.


7- Porque estão sempre quentinhas, mesmo que esteja fazendo trinta graus abaixo de zero lá fora.


8- Como sempre ficam bonitas, mesmo de jeans com camiseta e rabo-de-cavalo.


9- Aquele jeitinho sutil de pedir um elogio.


10- O modo que tem de sempre encontrar a nossa mão.


11- O brilho nos olhos quando sorriem.


12- O jeito que tem de dizer 'Não vamos brigar mais, não..'


13- A ternura com que nos beijam quando lhes fazemos uma delicadeza.


14- O modo de nos beijarem quando dizemos 'eu te amo'.


15- Pensando bem, só o modo de nos beijarem já basta.


16- O modo que têm de se atirar em nossos braços quando choram.


17- O fato de nos darem um tapa achando que vai doer.


18- O jeitinho de dizerem 'estou com saudades'.


19- As saudades que sentimos delas.


20- A maneira que suas lágrimas tem de nos fazer querer mudar o mundo para que mais nada lhes cause dor

domingo, 24 de outubro de 2010

só, só, somente só...



              Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo... Isto é carência.
              Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar... Isto é saudade.
             Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos... Isto é equilíbrio.
              Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida. .. Isto é um princípio da natureza.
              Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado... Isto é circunstância.
         Solidão é muito mais do que isto.
              Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma....
 


              Francisco  Buarque  de  Holanda

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

eu sei que vc sabe, que eu sei que vc sabe

 
Noto tristemente que o avanço diabólico ganha espaço, escorado em frases impossíveis, e histórias passadas, no mesmo passo que vejo o que nos espera o futuro....
 infelizmente não temos um digno candidato neste segundo turno, mas  não aceito que digam, que é o presidente capaz de criar e aprovar projetos, pq isso cabe aos dep. federais e senadores, e estes já estão eleitos.

 E de repente parece que todos os escândalos deste governos não fazem sentido, e a única coisa que faz sentido é a privatização da petrobrás que nem está na pauta.... além do absurdo de que o nordeste vai ser prejudicado pelo presidente, gente que maluquice é essa?

A eletrobrás roubada em milhões de euros, e o povo tá nem aí.... francamente, os roubos da direita,
 foram infimamente menores que os do partido do povo, este "pão e circo" me causam náuseas.

seu voto é o que importa, a petrobrás não.
  
o funcionalismo público teve as vantagens que a câmara deu, que o senado aprovou...
os militares foram praticamente esquecidos, nestes 8 anos.

tanto emprego e puxa, eu vejo os roubos aumentando a cada semáforo.... tanta bolsa família, e a criançada sendo trocada por  cesta básica,
tanta casa e invasões sem limites em todo país. Ai de nós , se não fossem os inúmeros projetos sociais, isso sim.

cálculos de milhões de pessoas sendo ajudadas, são tantos milhões que ultrapassam a população, mas parece que ninguem conta mais, basta crer no que diz o ibope, e tenho certeza de que vc nunca respondeu a uma entrevista dele (ibope).

alianças terríveis com pessoas  e idéias inaceitáveis, e diga-se de passagem que aborto é o menor dos problemas que virão, união civil do mesmo sexo é direito de cidadão, tudo bem até aí... mas teremos que tolerar na nossa casa um funcionário assim, em nossa comunidade religiosa tb, e insisto que isso será pouco, diante da ditadura que já começou no PT.

não há liberdades dos seus partidários, quem não concorda é excluído do partido.... pense que democracia teremos, se a bancada lá, tem mais petistas...?

estamos ficando cegos e isso se dá ao clamor da igrejinha que não dorme, nem descansa.... aquela que não tem feriado a do vice,
 ahan, eu sei que vc vai se ligar.
Ah, mas claro, vc tb já está achando que era mentirinha contra a santinha, não é mesmo????....
puxa e como do dia pra noite ela se tornou a mais cristã, não foi mesmo?


o tal do serra, só parou projetos e iniciou outros pq era dep. federal e ministro, como presidente, ele tem mais é que agradar -nos e avançar pra convecer.

ouça com ouvidos de ouvir, e veja com olhos de ver, antes de clicar  na tecla

 só quero aliança com a Rocha, e voce?
 Cineide Ferreira.
  

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

sim, tuuuudooo é possível ao que crê.

        VOCÊ                                                                         DEUS
Isso é impossível                                    Tudo é possível - Lucas 18:27Já estou cansada                                   Eu já darei repouso - Mateus 11:28-30Ninguém me ama de verdade             Eu te amo - João 3:16 e 13:34Não tenho condições                           Minha graça é suficiente - II Coríntios 12:9Não vejo saída                                        Eu guiarei teus passos - Provérbios 3:5-6Eu não posso fazer                               Você pode fazer tudo - Filipenses 4:13Dói                                                             Eu te livrarei da angústia - Salmos 90:15Não vou conseguir                               Eu suprirei todas as tuas necessidades - Filip 4:19
Estou com mêdo                                   Eu não te dei um espírito de mêdo - II Tim 1:7Eu não tenho talento                            Eu te dou sabedoria - I Coríntios 1:30Eu não tenho fé                                     Eu dei a cada um medida de Fé - Rom 12:3Eu me sinto só e desamparada        Eu nunca te deixarei nem dasampararei- Hb 13
:5

domingo, 17 de outubro de 2010

amigossssssss.

Nossa amizade
(O. Martins)

Quem são os anjos com quem choro e rio
Nas horas duras ou doces momentos,
Com quem eu vibro nas tardes de estio,
Com quem partilho francos pensamentos?

São jóias raras, preciosidades,
São amizades que trago no peito,
Que me apoiam quando há tempestades
E me aceitam como eu as aceito.

Tua pessoa sempre me fez crer
No bem da vida, num áureo porvir...
E esta amizade hei de merecer
Sinceramente enquanto eu existir.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

me vê....

"Você é os brinquedos que você brincou, as gírias que usava, os segredos que guardou, sua praia predileta, é o renascido depois do acidente que escapou, aquele amor atordoado que viveu, a conversa séria que teve um dia com sua Mãe, você é o que lembra. Você é a saudade que sente, o sonho desfeito quase no altar, a infância que você recorda, a dor de não ter dado certo, de não ter falado na hora, você é aquilo que foi amputado no passado, a emoção de um trecho de um livro, a cena de rua que lhe arrancou lágrimas, você é o que você chora. Você é o abraço inesperado, a força dada para o amigo que precisa, você é o pelo do braço que eriça, a sensibilidade que grita, o carinho que permuta. Você é as palavras ditas para ajudar, os gritos destrancados da garganta, os pedaços que junta, você é o orgasmo, a gargalhada, o beijo, você é o que você desnuda. Você é a raiva de não ter alcançado, a impotência de não conseguir mudar, você é o desprezo pelo o que os outros mentem, o desapontamento do governo, o ódio que tudo isso dá. Você é aquele que rema, que cansado não desiste, você é a indignação com o lixo jogado do carro, a ardência da revolta, você é o que você queima. Você é aquilo que reinvidica, o que consegue gerar através de sua verdade e de sua luta, você é os direitos que tem, os deveres que se obriga, você é a estrada por onde corre arás, serpenteia, atalha, busca, você é o que você pleiteia. Você NÃO é só o que VOCÊ COME e VESTE. Você é o que você requer, recruta, rabisca, traga, goza e lê. Você é o que NINGUÉM vê."

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Dez coisinhas básicas...


                                                                  por Luís Fernando Veríssimo
1. Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom ou empregado, não pode ser uma boa pessoa. (Esta é muito importante. Preste atenção, nunca falha).
2. Ninguém liga se você não sabe dançar. Levante e dance. (Na maioria das vezes quem está te olhando também não sabe! Ta valendo!).
3. A força mais destrutiva do universo é a fofoca. (Deus deu 24 horas em cada dia para cada um cuidar da sua vida e tem gente que insiste em fazer hora-extra!).
4. Não confunda sua carreira com sua vida. (Aprenda a fazer escolhas!).
5. Jamais, sob quaisquer circunstâncias, tome um remédio para dormir e um laxante na mesma noite. (Quem escreveu deve ter conhecimento de causa!).
6. Se você tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual a raça humana ainda não atingiu (e nunca atingirá) todo o seu potencial, essa palavra seria 'reuniões'. (Onde ninguém se entende.......).
7.Há uma linha muito tênue entre 'hobby' e 'doença mental'. (Ouvir música é hobby... No volume máximo às sete da manhã pode ser doença mental!).
8. Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito. (Que bom!).
9.. Lembre-se: nem sempre os profissionais são os melhores. Um amador construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic. (É Verdade!).
Uma última, mas não menos sábia.
10.Guardar ressentimentos é como tomar veneno e esperar que outra pessoa morra.  [William Shakespeare]

sábado, 2 de outubro de 2010

e eu tambem!

 QUANDO EU MORRER, QUERO ESTAR VIVO     

                                                                      Marson Guedes

Devia ter bem uns 80 anos, não menos do que 75. As rugas denunciavam a avançada faixa etária. Mas não foram os sinais de terceira para quarta idade que chamaram minha atenção. Foi que ela estava viva. "Quando morrer, quero estar vivo", foi a frase que esta senhora evocou em mim.
É uma frase de efeito, pois eu e você sabemos que, para morrer, é preciso estar vivo. Óbvio, redundante. Mas pense bem, e verá que é possível estar biologicamente vivo e morto por dentro. São as pessoas com olhar embotado, sorriso sem brilho, arremedos de si, gente levada de roldão pelos destratos da vida. É possível também estar vivo por fora e por dentro. É o caso desta senhora vistosa que encontrei.
Eu a encontrei num velório.
É, velório. O que poderia ser mais contrastante do que uma senhora já pela quarta idade com porte de gente viva no velório de um senhor que estava na quarta idade quando se foi? Eu notaria imediatamente essa senhora em qualquer lugar alegre, mas ali era um grito silencioso de que, pelo menos em um ser humano, a vida por dentro venceu as intempéries da vida e chegou bem longe, tão vívida quanto os olhos dela.
Será que eu chegarei tão longe? E, se chegar, chegarei à quarta idade vivo, lúcido, olhos curiosos e sorriso brilhante? Não sei, mas quero.
Ouvi que ela sempre saía para dançar, duas ou mais vezes por semana. Soube que ela enterrou três maridos. Imaginei que ela tinha decidido viver, encabrestar a vida e não o contrário. Era o que me dizia, ainda que de longe, seu cabelo bem branquinho e muito bem arrumado. Era cabelo de cabeleireiro, garantiu minha esposa. A roupa clara sem desrespeitar o ambiente, a postura ereta sem petulância, a saia decorada sem ser gritante, apenas um pouco abaixo do joelho. O sapato claro, meio salto, com aberturas de sandália, completava um conjunto sóbrio, mas vivo.
Esta senhora ocupou meus pensamentos durante alguns dias, a imagem dela permanecerá por bem mais tempo na minha mente. Tive o impulso de isolar o fator determinante de sua vida viva, mas me dei conta que não teria a chance de muitas e demoradas conversas. Optei por pedir aos céus a bênção de não deixar a vida escorregar por entre meus dedos.
É que, quando eu morrer, quero estar vivo

nem pense em se calar.

                                                           Um Poema



                   Um poeta brasileiro, Eduardo Alves da Costa, escreveu certa vez uma homenagem ao
                     poeta russo Wladimir Maiakovski, chamada "No caminho com Maiakóvski", que diz:

Na primeira noite
eles se aproximam
e roubam uma flor do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem,
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.
 

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Focalize.


   
"Quando uma porta da felicidade se   fecha, outra se abre...
 Muitas vezes ficamos tanto tempo olhando para a porta fechada que não vemos a que se abriu." -
H. K.                                                                                        .

Supere-se!

DICAS PRÁTICAS PARA SUPERAR SITUAÇÕES DIFÍCEIS



Aprenda com cada experiência vivida e utilize os ensinamentos para seguir em frente, sem lamentar o que já passou.
Recomece quantas vezes forem necessárias até encontrar o seu caminho.
Em vez de se preocupar, se ocupe.
Faça o que precisa se feito e siga em frente, um passo de cada vez.
Você não tem o poder de controlar os acontecimentos e nem as ações dos outros. Mas pode escolher a sua atitude.
Aceite as dificuldades com dignidade e não se coloque no papel de vítima. Você perceberá que todas as circunstâncias trazem a semente de uma nova oportunidade.
Evite se deixar levar pela vergonha. Ela traz um vazio interior enorme e muita insegurança. Vá em frente, você consegue.
Focalize o problema, e não a(s) pessoa(s) envolvida(s) nele. Separe uma coisa da outra. Isso tira algumas poluições mentais e colabora para encontrar resoluções mais produtivas.
Cuidado com os pensamentos que alimenta. Aquilo em que você se concentra tende a aumentar na sua vida. Se surgir um pensamento negativo, substitua-o por outro, positivo.
Tire 5 minutos por dia para meditar. Crie numa tela mental um lugar bem bonito. Fique por lá alguns minutinhos. Isso traz paz à alma.
Evite lugares, pessoas e situações negativas.
Em momentos de dificuldade, observe com atenção o tipo de objetos, máquinas e coisas mais práticas. Opte pela simplicidade, evite utensílios complexos demais.
Estude, leia um bom livro, assista a um bom filme.
Em tempos difíceis, use o silêncio para se autofortalecer.
Não descarte bons conselhos, pense neles.
Cuide da sua saúde. Pratique esportes, dance se gostar.
Uma dica importante: ajude outras pessoas que também estão passando por situações difíceis. Algo de mágico acontecerá: você receberá algum tipo de intuição de como ultrapassar uma das etapas do seu sofrimento. Confie e aposte nisso!

(extraído do livro 52 maneiras de vencer situações difíceis. Ed. Melhoramentos)

J. P.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Inspire-se e viva!

SEJA INTELIGENTE

Preze pela qualidade,
Pela originalidade,
Pela criatividade,
Pela catividade,
Ás letras e ao som,
Por que estes te dão dom,
Para seres aquilo que queres ser
Sem nunca te arrependeres daquilo que tem sido o teu ser.
                                                 R.A.F.